quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

12º dia



O 12º dia prometia ser tranquilo em relação ao dia anterior: a distância era pouca, a estrada era asfaltada e chegaríamos em tempo para fazer as compras necessárias para a estadia em Torres del Paine (da qual eu não participaria). Portanto, nos demos ao luxo de acordar tarde e saímos do hotel apenas às 11:30, para um breve tour pela cidade.
Avenida costeira de Punta Arenas

Orla da cidade, com o porto ao fundo

Punta Arenas foi mais uma cidade em que gostaria de ter passado mais tempo. Muito organizada, de ruas limpas e trânsito bem orientado, além de uma bela paisagem natural à beira do Estreito de Magalhães e uma arquitetura bem diferente do padrão brasileiro, parecendo muito mais a Europa do que a América do Sul. A orla da cidade tem belos jardins e praças com bancos, mesas de xadrez e alguns monumentos. A marinha chilena também possui uma base grande na cidade, graças em parte à tensão com a Argentina no final da década de 70 pela posse de algumas ilhas do Canal de Beagle, que quase resultou numa guerra. Inclusive, na entrada da base, há um navio de guerra de verdade exposto. O porto também é bastante movimentado, pois não há conexão terrestre do sul do Chile com o resto do país.

Orla da cidade

Casas da cidade: arquitetura europeia

Navio de guerra da marinha chilena, exposto na entrada da base militar da cidade

Depois do passeio, seguimos viagem pela Ruta 9, que corta de norte a sul a região sul do Chile. A estrada é de concreto, bem sinalizada e com belas paisagens no entorno. O único perigo, se posso chama-lo assim, é o vento lateral, que já era uma constante desde que entramos nas grandes planícies da Patagônia e fica ainda mais forte neste trecho da viagem: se não ficar atento e com as mãos firmes no volante, ele joga o carro na outra pista. Do meio do caminho, já conseguíamos ver os picos nevados de Torres del Paine. Ao longo da estrada, existiam alguns vilarejos com casinhas de madeira que despertaram a minha curiosidade de saber como e de quê vivem essas pessoas, no meio do nada. Prometi que, já que não iria ao parque com eles, tentaria voltar com o carro e passar um tempo nesses lugares.

Vista do Estreito de Magalhães da Ruta 9

Chegamos a Puerto Natales por volta das 14:00, depois de 270 km de viagem. Primeiramente, partimos à procura de um hotel, e tivemos uma grata surpresa ao descobrir que não faltavam opções na cidade, por ser a porta de entrada para Torres del Paine. Escolhemos um onde a diária nos custaria 10.000 pesos chilenos (não se assustem, isso equivale a R$ 45), com quartos bons, banheiros coletivos e uma internet razoável, mas que só funcionava na área comum. Como ficaria no hotel pelos próximos 3 dias, era bom escolher um lugar aconchegante.

Depois disso, saímos para o Marcos e o Samuel alugarem o equipamento que precisariam para os dias que ficariam no parque. Fomos também ao centrinho da cidade, que reúne a maior parte do comércio, para comprar algumas lembrancinhas e suprimentos para os próximos dias. Isso nos tomou a tarde toda, praticamente, e voltamos ao hotel por volta das 19:00. Fiz uma das sopas de pacotinho que havia comprado em Río Gallegos, e depois aproveitamos a internet antes de dormir.

Combinamos de no dia seguinte, acordarmos bem cedo para chegarmos igualmente cedo ao parque, que ficava a cerca de 130 km de distância e por estradas de rípio, bem quando eu achei que tinha me livrado dessa desgraça pra sempre...

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