sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

13º e 14º dias: Puerto Natales



Nestes dois dias, fiquei em Puerto Natales, pois não acompanharia meus colegas de viagem em sua excursão para o Parque Nacional Torres del Paine. Como ambos os dias não tiveram grande acontecimentos, juntarei os dois no mesmo post.

Desde o planejamento da viagem, eu já havia decidido que não iria fazer as caminhadas e o acompanhamento em Torres del Paine, pelo simples motivo de que estou fora de forma demais para isso. A tentativa de subir ao Glaciar Martial em Ushuaia só confirmou ainda mais a minha teoria, então ficou decidido que eu ficaria hospedado em algum hotel em Puerto Natales enquanto o Marcos e o Samuel usariam esses dias para se aventurar no parque.

No 13º dia, acordamos por volta das 07:00, pois o catamarã que fazia a travessia para o outro lado do parque saía às 09:30. Tomamos nosso café da manhã rapidamente, e saímos para a estrada. A distância de Torres del Paine a Puerto Natales é de cerca de 130 km, dependendo da parte do parque em que se vai. Segue-se pela mesma Ruta 9 que vem de Punta Arenas até Cerro Castillo, uma parada com algumas casas e comércio. Até este trecho, a estrada é inteiramente de concreto e muito bonita, rodeada por flores, algumas lagoas e a vista sempre bela dos picos nevados do parque. O problema começa quando você sai da Ruta 9 e entra numa estrada provincial que leva ao parque. Ganha um doce quem adivinhar como ela é pavimentada...

Ruta 9: um imenso jardim nos arredores da estrada
 
Enfim, lá estava eu de volta àquela maldição do rípio. O carro já não era mais o mesmo desde Ushuaia: o volante trepidava em alta velocidade, indicando que os buracos tinham feito seu estrago. Pelo menos, o rípio nessa estrada estava em melhor estado, e foi possível manter uma velocidade de até 80 km/h em alguns trechos. Ao modo que vai se aproximando do parque, a estrada vai ficando pior (em alguns lugares dentro do parque, você tem que andar em primeira marcha).

Vista do Lago Sarmiento, já dentro do parque de Torres del Paine
 
Mesmo com a estrada em bom estado na maior parte do tempo, não existem milagres, então chegamos ao catamarã apenas às 10:00. O próximo barco saía ao meio dia, portanto aproveitamos para fazer uma visita a uma queda d’água que havia nos arredores. O vento no caminho ameaça me carregar pra trás, tamanha a força. Mas valeu a pena: uma belíssima imagem que prenunciava a beleza do parque.

Depois disso, me despedi dos dois e comecei a volta para Puerto Natales. Dei uma volta pelo parque em vez de voltar pelo mesmo caminho da ida, e apesar das estradas terríveis, a paisagem era muito bonita, cheia de lagoas e bichos acompanhando o trajeto da estrada (vi lebres, raposas e vários guanacos, que chegaram a correr acompanhando o carro). Cheguei em Puerto Natales em menos tempo que na ida, e aproveitei para conhecer a cidade.

Guanaco em Torres del Paine: não sei como consegui tirar a foto, pois os bichos são bem ariscos

 O centrinho ficava apenas a duas quadras do hotel, então o carro teve seu merecido descanso nos dias que passei na cidade. Fui a algumas lojas que já havíamos visitado no dia anterior, comprei lembrancinhas, procurei uma lavanderia e um bom (e barato) restaurante. Aliás, Puerto Natales e o Chile em geral me surpreenderam pela boa culinária; era parecida com a argentina, mas mais barata. Comi um lomo (bife alto) com molho de pimenta do reino, pagando cerca de 7000 pesos chilenos (R$ 30), um preço aceitável para uma cidade turística. Depois, voltei ao hotel e aproveitei a internet até de noite, coisa que não fazia a tempos.

Píer na entrada de Puerto Natales

 No dia seguinte, pretendia visitar os vilarejos próximos que tinha visto na ida. Porém, houve um pequeno contratempo: o tempo. Choveu o dia inteiro, desde manhãzinha, e acabei ficando quase o dia todo no hotel. Só saí para almoçar, quando comi um filé de peixe-rei com batatas fritas num restaurante caseiro e bem acolhedor, e por um preço bem razoável. Aproveitei para levar minhas roupas na lavanderia, e voltei para busca-las às 21:00. Jantei um prato de massa no mesmo restaurante do primeiro dia, que custou 3000 pesos chilenos (algo em torno de R$ 13,50). Aliás, é curioso como as massas são baratas, tanto aqui quanto na Argentina: em Viedma, também comi um prato de talharim que me custou muito menos que as outras opções do cardápio. Só não sei o motivo disso.

Um dos pequenos vilarejos à beira da estrada, entre Puerto Natales e Torres del Paine
 
Quando voltei ao hotel, passei a noite no hotel atualizando esse mesmo blog. Por volta das 23:00, recebo uma mensagem do Samuel me dizendo que estavam com problemas no parque. Não dava para ir busca-los, pois levaria umas 4 horas para ir e voltar, estava escuro e não havia nenhum posto aberto; portanto, eles tiveram que dormir por lá mais um dia. Mas isso eu deixo para os próprios contarem como foi, no próximo post.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

12º dia



O 12º dia prometia ser tranquilo em relação ao dia anterior: a distância era pouca, a estrada era asfaltada e chegaríamos em tempo para fazer as compras necessárias para a estadia em Torres del Paine (da qual eu não participaria). Portanto, nos demos ao luxo de acordar tarde e saímos do hotel apenas às 11:30, para um breve tour pela cidade.
Avenida costeira de Punta Arenas

Orla da cidade, com o porto ao fundo

Punta Arenas foi mais uma cidade em que gostaria de ter passado mais tempo. Muito organizada, de ruas limpas e trânsito bem orientado, além de uma bela paisagem natural à beira do Estreito de Magalhães e uma arquitetura bem diferente do padrão brasileiro, parecendo muito mais a Europa do que a América do Sul. A orla da cidade tem belos jardins e praças com bancos, mesas de xadrez e alguns monumentos. A marinha chilena também possui uma base grande na cidade, graças em parte à tensão com a Argentina no final da década de 70 pela posse de algumas ilhas do Canal de Beagle, que quase resultou numa guerra. Inclusive, na entrada da base, há um navio de guerra de verdade exposto. O porto também é bastante movimentado, pois não há conexão terrestre do sul do Chile com o resto do país.

Orla da cidade

Casas da cidade: arquitetura europeia

Navio de guerra da marinha chilena, exposto na entrada da base militar da cidade

Depois do passeio, seguimos viagem pela Ruta 9, que corta de norte a sul a região sul do Chile. A estrada é de concreto, bem sinalizada e com belas paisagens no entorno. O único perigo, se posso chama-lo assim, é o vento lateral, que já era uma constante desde que entramos nas grandes planícies da Patagônia e fica ainda mais forte neste trecho da viagem: se não ficar atento e com as mãos firmes no volante, ele joga o carro na outra pista. Do meio do caminho, já conseguíamos ver os picos nevados de Torres del Paine. Ao longo da estrada, existiam alguns vilarejos com casinhas de madeira que despertaram a minha curiosidade de saber como e de quê vivem essas pessoas, no meio do nada. Prometi que, já que não iria ao parque com eles, tentaria voltar com o carro e passar um tempo nesses lugares.

Vista do Estreito de Magalhães da Ruta 9

Chegamos a Puerto Natales por volta das 14:00, depois de 270 km de viagem. Primeiramente, partimos à procura de um hotel, e tivemos uma grata surpresa ao descobrir que não faltavam opções na cidade, por ser a porta de entrada para Torres del Paine. Escolhemos um onde a diária nos custaria 10.000 pesos chilenos (não se assustem, isso equivale a R$ 45), com quartos bons, banheiros coletivos e uma internet razoável, mas que só funcionava na área comum. Como ficaria no hotel pelos próximos 3 dias, era bom escolher um lugar aconchegante.

Depois disso, saímos para o Marcos e o Samuel alugarem o equipamento que precisariam para os dias que ficariam no parque. Fomos também ao centrinho da cidade, que reúne a maior parte do comércio, para comprar algumas lembrancinhas e suprimentos para os próximos dias. Isso nos tomou a tarde toda, praticamente, e voltamos ao hotel por volta das 19:00. Fiz uma das sopas de pacotinho que havia comprado em Río Gallegos, e depois aproveitamos a internet antes de dormir.

Combinamos de no dia seguinte, acordarmos bem cedo para chegarmos igualmente cedo ao parque, que ficava a cerca de 130 km de distância e por estradas de rípio, bem quando eu achei que tinha me livrado dessa desgraça pra sempre...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

11º dia



O 11º dia prometia ser um dos mais cansativos. Afinal, teríamos que voltar, desde Ushuaia, até o Estreito de Magalhães, passando novamente por aquela maldita estrada de rípio e provavelmente pegando mais filas para cruzar as aduanas. Após a balsa, seguiríamos na direção contrária da que viemos, para Punta Arenas, no Chile.

Saímos do hostel às 09:50. Porém, antes de seguirmos viagem, precisaríamos de duas coisas: achar um correio para enviar os postais que compramos, e trocar nosso dinheiro para pesos chilenos, já que passaríamos os próximos dias no país vizinho. Tentei de todos os modos estacionar o carro próximo à Avenida San Martín, que reúne boa parte do comércio de Ushuaia, mas foi uma tarefa virtualmente impossível: todos os lugares imagináveis já estavam ocupados e haviam guardas por toda a parte, multando motoristas que estacionavam em lugar proibido. Depois de rodar por uns bons 15 minutos, consegui parar o carro três ruas acima e fomos a pé até a casa de câmbio. Chegando lá, mais contratempos: uma fila dando voltas e voltas, e só um caixa atendendo. Depois de meia hora na fila, finalmente a cereja do bolo: não tinha pesos chilenos! Na casa de câmbio! Saímos rindo pra não chorar.

Deixamos de lado a casa de câmbio e resolvemos ir sem dinheiro chileno mesmo, nos virando com os cartões de crédito. Passamos no correio, onde mandamos nossos postais, e saímos de Ushuaia por volta de 12:30. Nenhuma surpresa na estrada, já que era a mesma Ruta 3 que pegamos na ida, e chegamos em Río Grande às 14:40, onde paramos para comprar alguns suprimentos no Carrefour. Saímos da cidade às 15:20, em direção às aduanas para deixarmos a Argentina e entrarmos no Chile. No meio do caminho, quase atropelo um casal de raposas, do mesmo tipo que vimos no Parque Nacional da Terra do Fogo, que ameaçou cruzar a pista correndo e desistiu na última hora. Se tivesse atropelado elas, seria a maior depressão da viagem.

Placa curiosa que vimos na estrada: CUIDADO! ALPACAS NA PISTA!
 
As duas aduanas tinham filas, mas nada parecido com as filas quilométricas da ida. Ambos os trâmites demoraram cerca de 1:30h, e às 17:30 já estávamos de novo na estrada de rípio para a balsa em Bahía Azul, do lado sul do Estreito de Magalhães. Enquanto estávamos na aduana, um motoqueiro brasileiro nos recomendou uma estrada diferente para a balsa, que descobrimos mais tarde ser a estrada principal (a que pegamos na ida passava por Cullen e alguns vilarejos). E que boa surpresa descobrir que a estrada era muito, mas muito melhor que a primeira! Mesmo rodando um pouco mais, fizemos todo o caminho em 2:20h, muito menos que as 3:30h da ida

A estrada de rípio da volta, muito melhor que a da ida.

Ruta 257 chilena, ainda na Terra do Fogo: concreto e sol depois de rípio e chuva.

Chegamos na balsa às 19:50, e tivemos que esperar cerca de meia hora para sairmos. A travessia foi tranquila, assim como na ida, e levou pouco tempo. Um adendo: a travessia custa 205 pesos argentinos, um valor considerável. Chegando do outro lado, partimos pela Ruta 255 chilena para Punta Arenas. São cerca de 170 km por uma estrada de concreto, impecável e bem sinalizada, que acompanha o Estreito de Magalhães com direito a uma bela paisagem no entorno. Chegamos em Punta Arenas por volta de 21:30, quase 12 horas depois de sairmos de Ushuaia, com o sol ainda baixo no horizonte.

Ruta 255: a parte boa das estradas do Chile.

Na cidade, após uma procura breve, resolvemos ficar no Hostal Patagonia, que nos cobrou 83 dólares pela estadia (pagos com cartão, já que estávamos sem moeda chilena). Comemos cachorro-quente em um restaurante próximo, com preços razoáveis, e depois fomos direto para a cama, pois o dia havia sido cansativo. O dia seguinte seria mais sossegado: partiríamos para Puerto Natales, 270 km ao norte e porta de entrada para o Parque Nacional Torres del Paine, um dos destinos mais aguardados da viagem.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

El Glaciar Martial


Como o Renato explicou em outro post, no 10º dia da viagem, no caso dia 1º de Janeiro, estávamos em Ushuaia e fomos visitar o Glaciar Martial. Infelizmente a subida era realmente puxada e o Renato desistiu, ficando de vir nos buscar dentro de 3 horas.
A dificuldade de se subir ao Glaciar não está em problemas da própria trilha e/ou em alguma "skill" para caminhar ou identificar a trilha, etc mas verdadeiramente na maneira íngreme que se desenvolve o caminho, por isso existe uma placa (já na "metade" do caminho) indicando que a dificuldade é alta, pois voce deve subir um percurso razoável e com um desnível grande até o topo, e no caso do nosso dia, com alguns trechos tendo que andar em meio a neve e gelo, que em algumas partes afundavam até a canela, e ainda por cima sem um calçado adequado (os nossos só eram impermeáveis).
Visão "pós-árvores". 
De qualquer forma, estávamos só com uma mochila leve e os bastões e seguimos pela trilha.
Primeiramente uma breve história. A geleira leva o nome do Capitão frances Louis Ferdinand Martial, comandante da Expedição Cinetífica Francesa (1882-1883) chamada "Missione Scientífiqe de Cap Horn", com o fim de observar a passagem do Planeta Vênus. Para ele, foi construído um assentamento na Bahia Orange, que é a Bahia de Ushuaia, onde permaneceu com sua equipe durante um ano.
Sabendo disso, fomos desbravar a geleira do tal Capitão Comandante! Após um trecho de algumas centenas de metros saindo do estacionamento e seguindo o caminho de um riacho montanha acima, o teleférico que existe na montanha termina e só é possível seguir a pé. De qualquer forma o teleférico estava fechado e mesmo se pudesse eu só o usaria na volta, pela experiencia diferente de descer por ele enquanto aprecia-se a paisagem do resto do vale e da cidade lá embaixo.
Após este trecho, atravessamos algumas pequenas pontes que cruzam o riacho algumas vezes, para finalmente deixar as árvores para trás e avistar toda a beleza que existe por detrás delas: Os picos nevados tão próximos e o gelo e a neve já logo adiante na trilha.

Plaquinha.

Paredão.

Após a primeira parada e a surpreendente "admiração" da bela paisagem, seguimos novamente pela trilha, passamos pela placa avisando sobre o nível de dificuldade adiante e também por alguns montes de gelo e neve que as vezes surgiam por cima do riacho. Em um dos trechos o gelo e a agua do riacho havia formado uma grande parede onde alguns turistas escreveram algumas palavras. Na volta tinham colocado um aviso e umas faixas indicando o risco daquela parede de uns 3 metros desabar. 
Logo adiante também, um monte maior surgiu, acima dele havia um pequeno boneco de neve, na verdade quase um "gnomo" de neve hehehe. Foi onde decidimos nos aventurar pela primeira vez com a neve. 
Bem..a sensação de andar sem calçados adequados no gelo/neve foi algo parecido com a de tentar andar numa dessas piscinas de sabão, mas a gente pegou o jeito.



A primeira experiência com gelo e neve, e muito caminho pela frente ainda.

Após essa parte a subida fica ainda mais íngreme! Como voces podem ver adiante:
Subida.


Sobre o término do Glaciar.
Bem íngreme.















Seguindo caminho, mesmo antes de chegar em nosso destino final, parei para olhar pra trás e me surpreendi..a vista lá de cima já impressionava e era maravilhosa! Era possível ver todo o caminho percorrido pelo vale, e abaixo a cidade de Ushuaia e o Canal de Beagle com as outras ilhas e montanhas ainda mais ao fundo! Cenário espetacular e sem dúvidas um dos mais belos de toda a viagem, uma lágrima escorreu quando virei de costas e olhei pra isso. Mas ainda tinha chão pela frente!


Próximo ao topo.
Espetacular.

Ao vencedor as batatas.
Bem, após subir o restante da trilha, passando por mais trechos de neve, e encontrar os gaúchos que conhecemos na aduana e que coincidentemente no dia anterior estavam no mesmo barco que nós no Canal de Beagle, avistamos a derradeira e última placa indicando que ali, era o topo do Glaciar. Como se precisasse de uma placa diga-se de passagem! Estavamos tão próximos das nuvens e do topo da montanha e era tudo tão lindo espetacular, que é difícil descrever, e por isso este post superlotará de fotos!
Hahahahaha...primeiramente, colocamos as malas no chão proximo a uma pedra e coloquei meus óculos escuros! O sol refletindo naquela neve e gelo é um perigo aos olhos! Depois disso, ainda sem palavras, fomos andar sobre o Glaciar, não resisti e me joguei na neve fofa e gravei um vídeo fazendo um anjinho! Hahaha...
A vista do Glaciar lá pra baixo é ainda mais impressionante! Parece impossível que alguém consiga subir tanto, e olha que o Glaciar não é nem de longe alto, comparado a qualquer outra montanha do planeta e por onde muitos também se aventuram!


Sobe, sobe, sobe!
A trilha acabou, mas eu olhava pra cima e dava pra subir mais, na neve. Claro que eu não resisti, quando vi já tinham 2 pessoas lá pra cima também que em seguida desceram escorregando na neve. Eram brasileiros. Sim, eu como bom brasileiro e que nunca viu neve também tinha que fazer minha brasileirice! Ski Bunda na neve! Depois de comer neve, tirar muitas fotos, vídeos e fazer algumas brincadeiras (tacar bolas de neve nos outros não podia faltar) e de conhecer mais uma dezena de brasileiros lá em cima (destaque para o colega gaúcho que reencontrou um antigo amigo lá em cima, ALEATORIAMENTE), chegava o momento de descer e percorrer todo caminho de volta, pois as 16h Renato iria nos buscar! A descida foi bem tranquila, mas Samuel forçou demais os dedos dos pés! De qualquer forma chegamos 16h no estacionamento, com uma pontualidade britânica. Renato chegou 16h15, atrasadinho! Hehehehehe


It's me! Trevor!
Porque subir nunca é demais!

Essa foi a minha aventura e de Samuel pelo Glaciar El Martial, em Ushuaia. Sem dúvidas um passeio indispensável para quem vai até o fim do mundo! A subida é facílima mas pesada e cansativa,  não me cansei, minha resistencia é muito alta, mas um pouco de preparo físico é essencial! 
Onde estão os pés do Wally?
O Glaciar serviu para eu medir como estava meu preparo para aguentar Torres del Paine mais a frente na viagem, que foi outro destino espetacular. Por aqui, venci a montanha, por lá a montanha aliada da chuva me venceu, mas isto é assunto para um futuro post!
Ademais, fiquem com mais algumas fotos, se conseguir em breve edito aqui e coloco também o link para alguns vídeos!




Realmente alto.
Se eu pudesse, subia mais.
So near, yet so far.
Caminhando. Ou tentando.




O riacho, já na descida.